Soja sobe forte, consolida patamar dos US$ 12/bu e testa maiores níveis em nove semanas em Chicago

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Os contratos futuros da soja operam em forte valorização na Bolsa de Chicago neste no início desta semana, rompendo a barreira e consolidando-se acima dos US$ 12,10 por bushel. A oleaginosa alcança seu maior patamar de preços em nove semanas, impulsionada por uma combinação de forte demanda externa e suporte vindo de outros mercados de energia e grãos.
Por volta de 7h (horário de Brasília), as cotações subiam de 13 a 14 pontos, levando o vencimento agosto a US$ 12,18, o novembro a US$ 12,17 e o janeiro a US$ 12,30 por bushel na manhã desta segunda-feira (20). Milho e trigo também registravam boas altas na CBOT, enquanto os derivados de soja operavam com estabilidade.
O mercado reagiu com otimismo à retomada de uma demanda firme por parte da China, que voltou a fechar grandes volumes norte-americanos da oleaginosa nos últimos dias, gerando um fluxo comprador técnico nas posições futuras. Além disso, as Clima no Corn Belt e alta dos vizinhos: As incertezas climáticas nos Estados Unidos continuam sob os holofotes. A soja aproveitou o embalo e subiu na esteira do milho e do trigo, que também operam em alta com preocupações sobre o desenvolvimento das lavouras americanas, bem como em outras partes do mundo, sobretudo na Europa.
Paralelamente, a intensificação das preocupações com o quadro geopolítico também contribui.
"No Oriente Médio, o conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar durante o fim de semana, com novos ataques contra instalações militares e de energia na região do Golfo, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado ao tráfego marítimo, aumentando as preocupações com o abastecimento global de petróleo", informa o Grupo Labhoro.
Aijnda segundo a consultoria, "ao mesmo tempo, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua afetando a logística de exportação no Mar Negro. A Ucrânia segue atacando embarcações no Mar de Azov, restringindo o fluxo de aproximadamente 25% a 30% das exportações russas de trigo, enquanto a Rússia manteve ataques com drones e mísseis contra Kiev e Odessa. Os danos à infraestrutura portuária e as dificuldades logísticas já levam importadores de trigo e milho a buscar origens alternativas ao Mar Negro".