Soja recua em Chicago nesta 3ª feira após altas expressivas e melhora nas lavouras dos EUA

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Os contratos futuros da soja registram leves recuos na Bolsa de Chicago (CBOT) durante as negociações desta terça-feira (21). Após os ganhos da sessão anterior, em que os preços fecharam o dia com mais de 20 pontos de alta nas posições mais negociadas, o mercado passa por um movimento de realização de lucros e acomodação de posições por parte dos fundos de investimento.
Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam em campo misto, com o agosto valendo US$ 12,22 e o novembro, US$ 12,26 por bushel.
O ajuste negativo observado na sessão é impulsionado principalmente por determinantes fundamentais da safra norte-americana 2026/27, com uma leve melhora nas condições de lavouras de soja dos EUA informada ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O índice de lavouras em boas ou excelentes condições passou de 65% para 66% em uma semana.
O número veio ligeiramente acima das expectativas do mercado e reforça ainda a perspectiva de boa produtividade no Corn Belt.
A commodity vinha acumulando valorização e testando máximas de quase dois meses. Diante desse patamar elevado, investidores aproveitaram para realizar lucros de curto prazo, ainda assim o mercado permanece sustentado por alguns fatores importantes, entre eles a demanda pela soja americana por parte dos chineses. Ontem, uma nova venda foi anunciada de 374 mil toneladas, sendo 264 mil para a nação asiática.
Além disso, as questões geopolíticas continuam influenciando fortemente os mercados e dando espaço a novos ganhos para o petróleo, o que também puxa os grãos e, principalmente, os óleos vegetais. Nesta manhã de terça-feira, todavia, o óleo de soja caminha de lado, enquanto o farelo estende suas altas na CBOT.