Grãos28 de Setembro de 2026·Notícias Agrícolas

Soja despenca mais de 20 pontos em Chicago após China manter grão americano fora de corte de tarifas

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Os preços da soja começaram a semana com fortes perdas na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (28), reagindo às novas definições comerciais entre Estados Unidos e China e à manutenção da soja norte-americana fora da lista de produtos agrícolas que terão redução de tarifas por Pequim. Por volta das 7h17 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 recuava 20,50 pontos, negociado a US$ 12,98 por bushel. Janeiro/27 também perdia 20,50 pontos, a US$ 13,12, enquanto março/27 cedia 19,50 pontos, para US$ 13,20 por bushel.

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A pressão acontece justamente no primeiro pregão após o detalhamento de parte dos acordos comerciais construídos no encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na semana passada. Nesta segunda-feira, China e Estados Unidos divulgaram uma lista de produtos que receberão tratamento tarifário mais favorável, dentro de um pacote de cortes recíprocos envolvendo US$ 60 bilhões em comércio.

Para o agronegócio, porém, chamou atenção a diferença de tratamento entre os produtos. Milho, trigo, sorgo, carnes, lácteos, óleos vegetais e farelos, incluindo óleo e farelo de soja, aparecem na lista chinesa. A soja em grão ficou de fora. Assim, a oleaginosa norte-americana continua sujeita à tarifa adicional de 10%. 

A manutenção dessa tarifa preserva uma barreira importante para as compras feitas por esmagadoras privadas chinesas. Segundo traders ouvidos pela Reuters, o adicional de 10% ainda é alto demais para ser absorvido por essas empresas.

Ao mesmo tempo, isso não significa ausência da China no mercado norte-americano. As estatais Sinograin e COFCO já compraram mais de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, volume próximo da metade das 25 milhões de toneladas anuais que, segundo a Casa Branca, Pequim teria se comprometido a adquirir até 2028. A China, entretanto, ainda não confirmou publicamente essa meta. 

O MERCADO ESPERAVA MAIS 

A reação negativa de Chicago também reflete uma expectativa que vinha sendo construída antes e durante o encontro Trump–Xi. O mercado aguardava medidas capazes de estimular uma retomada mais ampla da demanda chinesa por produtos agrícolas norte-americanos — e principalmente pela soja. Já na abertura eletrônica de domingo à noite, os grãos trabalhavam no vermelho, destacando que o mercado ainda esperava detalhes sobre os compromissos agrícolas chineses. 

Com a divulgação da lista nesta segunda-feira e a exclusão justamente da soja em grão, as perdas se aprofundaram.

Além da China, o mercado entra em uma semana de atenção ao avanço da colheita da safra 2026/27 dos Estados Unidos, aumentando a disponibilidade física da oleaginosa no país e trazendo a tradicional pressão sazonal de oferta.

Assim, Chicago começa a segunda-feira tentando recalibrar expectativas diante da trégua comercial avançando, porém, para outros produtos agrícolas americanos ganhando espaço, mas a soja continua em uma negociação separada entre Washington e Pequim.

Fonte original:Notícias Agrícolas
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