Grãos24 de Março de 2026·Notícias Agrícolas

Preços do milho sobem em Chicago nesta 3ª feira, enquanto B3 caminha de lado

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Os preços do milho registram novas altas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (24), com os futuros subindo entre 2 e 3 pontos nos principais vencimentos, no final da manhã. Assim, o contrato maio vinha cotado a US$ 4,62 e o julho a US$ 4,72 por bushel.

Os futuros do cereal avançam levemente, dando continuidade a um movimento de recuperação após perdas recentes. O movimento reflete, segundo explicam analistas e consultores de mercado, ganhos moderados sustentados por ajustes técnicos e alguma recomposição de posições pelos investidores. O mercado internacional também encontra suporte em fatores como o cenário macroeconômico, além da relação com o setor de biocombustíveis, que segue influenciando a demanda pelo milho.

O grão acompanha ainda a inversão do sinal do óleo de soja, que recuava e passou a subir com a intensificação dos ganhos do petróleo. Perto de 11h50 (Brasília), os preços tanto do brent, quanto do WTI, subiam mais de 3%, refletindo as escaladas que não param no Oriente Médio. 

ESTABILIDADE NA B3

No Brasil, por sua vez, o mercado futuro do milho na B3 apresenta comportamento mais estável. As principais posições subiam de 0,3% a 0,6%, com o maio sendo cotado a R$ 72,46 e o setembro a R$ 71,51  por saca. Apenas o janeiro/27 cedia timidamente, perdendo 0,05% çara valer R$ 75,20 por saca. 

A estabilidade doméstica reflete, principalmente, um ritmo mais lento de negócios e a cautela dos participantes diante de fatores como o andamento da safrinha, o comportamento do câmbio e a própria referência externa. Além disso, o mercado brasileiro tende a reagir de forma mais moderada às oscilações internacionais no curto prazo, especialmente em momentos de menor liquidez.

"Os preços do milho seguem firmes nos cenários interno e externo. No Brasil, o foco dos produtores nas atividades de campo limita a liquidez, enquanto a demanda segue aquecida, com compradores buscando a recomposição de estoques", afirmou a nota do Cepea desta semana. "O volume de negócios se mantém restrito, por conta de incertezas geradas pelo atual contexto geopolítico e das inseguranças relacionadas à logística nacional, diante de possíveis paralisações no transporte de cargas. Esse cenário reforça a posição retraída dos agentes". 

Fonte original:Notícias Agrícolas
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