Chuva perde força no Centro-Oeste e calor volta a ganhar espaço no campo

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Depois de semanas marcadas por chuvas atípicas para esta época do ano, o Centro-Oeste começa a retornar ao padrão mais comum do mês de junho. A previsão indica redução significativa das instabilidades e uma volta gradual do tempo seco em grande parte da região.
Os modelos meteorológicos mais recentes mostram que a chuva prevista para esta semana perdeu intensidade. Ainda podem ocorrer pancadas isoladas entre segunda e terça-feira, especialmente em áreas de Mato Grosso do Sul, mas os volumes são baixos e insuficientes para configurar um evento de chuva agrícola expressivo.
Ao longo da semana, a tendência é de predomínio do tempo firme. Uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil na sexta-feira e consegue provocar algumas pancadas de chuva no Centro-Oeste, mas de forma bastante irregular e com acumulados modestos.
Na soma dos próximos dias, a maior parte da região deve registrar entre 10 e 20 milímetros, volumes considerados baixos para um período de sete dias. A chuva será mal distribuída, beneficiando algumas localidades enquanto outras podem passar a semana inteira sem precipitação relevante.
Enquanto a chuva perde força, o calor volta a chamar atenção. Mato Grosso será o estado mais impactado pelas altas temperaturas. No norte e leste mato-grossense, os termômetros devem atingir entre 34°C e 38°C em vários municípios, cenário que também se estende ao norte de Goiás.
Em cidades como Sinop (MT), a previsão é de uma semana praticamente sem chuva, com predomínio de sol, calor intenso e umidade relativa do ar abaixo de 40% durante as tardes, podendo ficar próxima dos 20% em alguns momentos.
Já em Mato Grosso do Sul, o cenário será um pouco diferente. A presença de nebulosidade e a influência de massas de ar mais frio vindas do Sul do país ajudam a amenizar as temperaturas em alguns períodos, principalmente na segunda metade da semana.
A combinação de chuva escassa, calor elevado e ar seco reforça o retorno das condições típicas de inverno no Centro-Oeste, especialmente para produtores de Mato Grosso e Goiás, que devem acompanhar com atenção os níveis de umidade do solo e o aumento do estresse hídrico nas áreas agrícolas.